Leptospirose: O Risco Silencioso

Leptospirose: O Risco Silencioso

Por: João - 17 de Março de 2026

A leptospirose é uma doença infecciosa febril aguda, causada por bactérias do gênero Leptospira. Embora presente durante todo o ano, sua incidência dispara em períodos de chuvas intensas, tornando-se um dos maiores riscos de saúde pública após inundações e alagamentos urbanos.

O Ciclo da Contaminação em Enchentes

O principal reservatório da bactéria nos centros urbanos é o rato de esgoto (Rattus norvegicus). A bactéria aloja-se nos rins desses animais, sendo eliminada viva pela urina.

Durante uma inundação, a água transborda de bueiros e esgotos, misturando-se à urina dos roedores. É nesse cenário que o risco se torna crítico por dois motivos principais:

  • Sobrevivência da Bactéria: A Leptospira sobrevive por semanas em ambientes úmidos e águas barrentas de pH neutro.
  • Via de Entrada: A bactéria não precisa de uma ferida aberta para infectar uma pessoa. Ela consegue penetrar ativamente através da pele íntegra imersa por muito tempo em água contaminada, além de mucosas (olhos, boca e nariz) ou pequenos cortes imperceptíveis.

Sintomas e Sinais de Alerta

Os sintomas costumam aparecer entre 7 a 14 dias após o contato com a água, mas podem variar de 1 a 30 dias. É comum que a doença seja confundida com uma gripe forte ou dengue no início.

  • Fase aguda: Febre alta súbita, dor de cabeça, calafrios e, um sintoma muito característico, dor intensa nas panturrilhas (batata da perna).
  • Fase Tardia (Grave): Pode evoluir para a Síndrome de Weil, caracterizada por icterícia (pele e olhos amarelados), insuficiência renal e hemorragias.

Importante: Se você teve contato com águas de enchente e apresentar febre e dor muscular nos dias seguintes, procure atendimento médico imediatamente e mencione a exposição à água.

Medidas de Prevenção e Pós-Enchente

A prevenção é o caminho mais seguro, especialmente quando a infraestrutura de saneamento falha.

  • Proteção de Barreira: Se for inevitável entrar em áreas alagadas, utilize botas de borracha e luvas. Sacos plásticos duplos amarrados nos pés e mãos podem servir como alternativa improvisada.
  • Limpeza da Casa: Após o recuo da água, a lama remanescente ainda oferece risco. Deve-se lavar o local utilizando hipoclorito de sódio (água sanitária) na proporção de 2 copos (400ml) para um balde de 20 litros de água. Deixe agir por 15 minutos antes de enxaguar.
  • Alimentos e Água: Descarte qualquer alimento (mesmo os embalados em plástico) que tenha tido contato com a água da enchente. Ferva a água para consumo ou utilize duas gotas de água sanitária por litro de água.

A leptospirose em animais

Com o crescimento dos conhecimentos científicos nas diversas áreas do conhecimento da Medicina veterinária. Nos últimos anos o sistema CFMV/CRMVs, verificaram a necessidade de regulamentar essas diversas especialidades.

Os Conselhos Regionais exigem título oficial para publicidade. As áreas habilitadas, atualmente, incluem Acupuntura, Cirurgia e Anestesiologia, Dermatologia, Homeopatia, Medicina Intensiva, Oncologia, Patologia e Inspeção/Saúde Pública, conforme resoluções específicas (ex: Res. 935/2009 e 1294/2019). 

Especialidades Veterinárias Reconhecidas pelo CFMV/CRMV-BA

  • Acupuntura Veterinária: Habilitada via ABRAVET (Res. 1294/2019).
  • Cirurgia e Anestesiologia Veterinária: Habilitada via CBCAV (Res. 1361/2020).
  • Dermatologia Veterinária: Habilitada via ABDV (Res. 1238/2018).
  • Homeopatia Veterinária: Habilitada via AMVHB (Res. 1295/2019).
  • Inspeção Higiênica, Sanitária e Tecnológica de Produtos Animais e de Saúde Pública: Habilitada via CBMVHA (Res. 1263/2019).
  • Medicina Veterinária Intensiva: Habilitada via BVECCS (Res. 1331/2020).
  • Oncologia Veterinária: Habilitada via ABROVET (Res. 1226/2018).
  • Patologia Veterinária: Habilitada via ABPV (Res. 1246/2018). 

Requisitos para Especialista

Para atuar e divulgar a especialidade, o veterinário precisa registrar o título de especialista no Conselho Regional (CRMV) de sua jurisdição, comprovando a formação através das associações habilitadas

 

Referências Bibliográficas

Para fundamentar este texto, foram utilizadas as diretrizes das principais autoridades de saúde: 

  1. BRASIL. Ministério da Saúde. Guia de Vigilância em Saúde. 5ª ed. Brasília: Secretaria de Vigilância em Saúde, 2022. 
  1. FIOCRUZ. Leptospirose: sintomas, transmissão e prevenção. Disponível em: portal.fiocruz.br. 
  1. ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE (OMS). Leptospirosis in humans: surveillance and control. Genebra, 2003. 
  1. SOCIEDADE BRASILEIRA DE INFECTOLOGIA (SBI). Informativo sobre doenças infecciosas pós-inundações. 2024. 

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